Edmundo Ginga Gunza

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NAVALNY: O ESTICAR EXCESSIVO DA CORDA

Os acontecimentos que envolvem Alexei Navalny nos remetem a um cenário em que se esteja a esticar demasiado a corda. O modo como as autoridades soviéticas lidam com Navalny favorece-o e alarga a sua base de apoio. Isto foi evidente quando ele saia da Alemanha para Rússia, onde havia um número bastante alto de apoiantes seus a sua espera no aeroporto, bem como as recentes manifestações que tiveram lugar na Russia contra a sua detenção. Qualquer coisa que acontece contra ele, na verdade, é motivo de maior oposição ao presidente Putin, assim como é motivo de maior pressão externa à Rússia enquanto país. As autoridades russas estão a fazer de Navalny uma figura bastante importante e imprescindível da política russa. Isso faz com que ele crie ninhos de oposição.

há 1 ano

PROCESSOS E RECESSOS NO UGANDA: LIÇÕES PARA ÁFRICA

Estas ocorrências também têm lugar porque são uma forma de acomodação das elites. Frequentemente os presidentes estão aí como figuras decorativas. No fundo, já não exercem o poder, nem têm a noção total de todos os dossiers que envolvem o seu país. Eles estão aí como forma de manter os interesses das elites mais poderosas, a elite política, a militar ou a elite económica.

há 1 ano

O DILEMA DO HOLOCAUSTO E SEUS IMPASSES

Depois de alguns anos desta barbárie à humanidade, em especial contra o povo Judeu, surgiu uma corrente de negação veemente da existência do holocausto – a que chamaremos doravante “negacionistas”. Para eles, o holocausto é uma propaganda dos sionistas com vista a obter legitimidade de fundar uma entidade política soberana, o Estado de Israel. Os negacionistas defendem que o holocausto foi uma invenção para que a comunidade internacional se solidarizasse com os judeus e fosse “concedido” um território que albergaria todos os sionistas interessados em edificar o seu Estado para que não voltem a ser perseguidos em terras estrangeiras, ou que não vivam como párias em diversas partes do mundo.

há 1 ano

ESTADOS UNIDOS: ENTRE CERTEZAS E INCERTEZAS

Por conseguinte, os últimos acontecimentos da administração Trump terão criado consequências graves para democracia americana que se vai refletir nos próximos anos. Esta administração fez com que muitas questões que aconteciam no sobsolo da internet ou em grupos privados das redes sociais, viessem na praticidade da vida política norte-americana. Os “trolls” ganharam legitimidade política, passaram a exigir direitos políticos para manifestar as suas ações. Tendo em conta, a força que eles ganharam, não a perderão de forma abrupta, nos próximos anos vão continuar a manifestar as suas ações. Além dos “trolls” há muitos outros grupos que estavam no sobsolo, que ganharam ímpeto de aparecer na superfície com muita força. Num contexto onde, para a luta política, a pós-verdade é predominante, ou seja, os factos já importam, o que importa são as convicções baseadas em emoções. Este cenário ainda vai prevalecer nos próximos anos.

há 1 ano